Natural de Ubaitaba/Bahia, desde cedo já demonstrava tendências artísticas. Aos 14 anos, veio para Salvador e começa a pintar como artista autodidata. Posteriormente, freqüenta alguns cursos de pintura, até que aos 24 anos ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde concluiu o curso de artes plásticas. Participou de diversas exposições individuais e coletivas, sendo uma delas a “Itinerante Arte Salvador 450 Anos” em Salvador, Rio de Janeiro e Curitiba em âmbito nacional. Fora do Brasil, esta exposição foi para as cidades de Lisboa e Guimarães, em Portugal e Macau, na China.
Segundo os críticos de arte, o que mais impressiona no trabalho de Henrique Passos é a sua versatilidade e a riqueza de detalhes das suas obras, onde a luminosidade aliada à sua paleta de cores encanta. Atualmente, ele é considerado o principal pintor de paisagens da Bahia, bem como de retratos de personalidades. Dedicando boa parte do seu trabalho na pesquisa da paisagem da Bahia Antiga, sua obra passa a ter caráter documental, fazendo hoje parte de importantes acervos da cidade do Salvador.
•Henrique Passos, pintor de paisagens.
Dizia-me Kantor, o grande desenhista e pintor Argentino de renome internacional, meu querido e saudoso amigo, que pintores de retratos e de paisagens nunca morreriam de fome.
Na verdade não faltará quem pague para ter a sua imagem retratada ou uma paisagem pintada, da sua terra amada.
Guardo na minha modesta coleção a sua fabulosa tela “A Casa Verde”, na paisagem mais decantada de Buenos Ayres: La Boca.
Ilustrador do Poema de Brasília e autor de dois dos melhores retratos que me fizeram, Kantor continua presente na minha vida.
De Henrique Passos, só conheço as paisagens pintadas recentemente da Cidade do Salvador, terra das mais valorizadas da Arte Brasileira.
Pintor de formação erudita oriunda da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, Henrique não fugiu das melhores influências dos grandes mestres da velha Escola, paisagista excepcionais como Alberto Valença, Mendonça Filho, Presciliano Silva, Emílio Magalhães e outros.
Nos quadros mais recentes de Henrique Passos, datado de 1997, o pintor afirma-se no domínio pleno do seu ofício, com as composições mais corretas, no colorido tão próprio do azul dos céus da Bahia, na vegetação detalhada das várias espécies locais onde os coqueiros, as mangueiras e tantas outras árvores são identificadas.
No quadro “Praia do Farol” a marinha está guardada com todos os seus encantos: areias, pedras, barcos e velas arriadas.
Na tela “Passeio Público” está presente o impressionista com todos os efeitos de luz projetada na variedade das folhagens como nas projeções nas pistas das avenidas.
As figuras humanas, homens e mulheres, e até os vendedores com seus carrinhos estão em proporções perfeitas.
Na paisagem “da Igreja da Conceição da Praia”, “Mercado Modelo” e “Baía de Todos os Santos”, Henrique Passos faz uma síntese perfeita da Cidade da Bahia, com suas igrejas, ladeiras, velhos telhados e o grande mar parado da Baía de Todos os Santos que lhe deu o nome consagrado.
Carlos Eduardo da Rocha / Crítico de Arte
(Crítica exposição “Por do Sol na Baía de Todos os Santos” / 1997).
•Paisagens da Bahia
O artista Henrique Passos é um dos poucos que trabalham com a paisagem baiana, profissionalmente.
Existem muitos amadores fazendo verdadeiros borrões, com telas sem perspectivas e cores horríveis.
Mas, retratar a paisagem da nossa terra nos vem logo à lembrança de Valença, Presciliano, Raimundo Aguiar, Emidio Magalhães, Mendonça Filho, Esperidião Mattos e mais alguns. Hoje, com 43 anos, Henrique Passos já vem trilhando este caminho desde os 15 anos de idade em sua terra natal, Ubaitaba. Posso afirmar que ele está dando continuidade ao trabalho desenvolvido por este punhado de bons artistas que cito acima.
Foi em Salvador que pôde alargar o seu horizonte, visitando as galerias de arte, participando de exposições e estudando, até concluir o curso de Artes Plásticas na Escola de Belas Artes da UFBA. Aqui, conheceu novos matérias e passou a viver exclusivamente do seu ofício.
De quando em vez, excursiona pela cenografia e pela publicidade, fazendo ilustrações. Certamente, a Bahia antiga é a que mais lhe interessa e, assim, vai retratando, para a posteridade, os locais bucólicos, com seus casarões, igrejas e outros monumentos históricos. Henrique Passos consegue captar a luz, o ambiente e atmosfera das ladeiras, ruas e praças que pinta. São telas que nos convidam a descobrir detalhes, e identificar os locais que costumamos transitar.
Reynivaldo Brito / Jornalista e Crítico de Arte.
(Crítica exposição “Por do Sol na Baía de Todos os Santos” / 1997).
Conheci a pintura de Henrique Passos a partir de sua exposição individual na MCR Galeria de Arte, em 1997. Que impacto senti quando recebi o seu catálogo e viajei, através de suas pinturas, pelo bucolismo da Cidade do Salvador de décadas atrás. Imediatamente fui senti-las de perto. Cada tela me emocionava pelo lirismo embutido na paisagem pintada, recriada no tempo, de imagens registradas como um Cartão Postal esquecido no fundo de uma gaveta. A escolha dos temas, dos ângulos, da luminosidade, dos elementos que completam o seu enquadramento, tudo me pareceu absolutamente perfeito e real.
Pouco depois conheci o artista e me impressionei mais ainda. Bastante jovem para a pintura que realiza, Henrique Passos é dono de uma personalidade singular. Muito tranqüilo, humilde nas colocações, cumpridor de compromissos e cativante na conversa, pela verdade e pureza que exprime. Natural de Ubaitaba chegou a Cidade do Salvador em 1968, com 13 anos de idade, onde fixou residência. Iniciou-se na pintura como autodidata, fez curso na Galeria Panorama e foi aluno do Curso de Pintura da Escola de Belas Artes da UFBA, graduando-se em 1982.
Henrique Passos preparou onze telas, abordando diversos ângulos da cidade histórica, desde o Pelourinho, passando pelo Terreiro de Jesus, Sé, Praça Municipal, Teatro São João, Ladeira de São Bento, Piedade, Solar do Unhão, Forte de São Marcelo, Cais das Amarras, Frontispício da Cidade, até o Forte de Santa Maria, no Porto da Barra, sítio da Vila Velha. São trabalhos de grande expressão artística e documental, só encontrado paralelo na obra deixada por Diógenes Rebouças e adquiridas em conjunto pela Fundação Emílio Odebrecht.
A grande surpresa, contudo, está nos quatro mapas reproduzidos, que representam a Cidade do Salvador em momentos distintos e históricos de sua evolução física-territorial. A Planta da Cidade do Salvador do Livro que dá Razão ao Estado do Brasil, do início do século XVII; a Planta da Restituição da Bahia, de 1625; a Planta da Retomada da Cidade do Salvador, em 1625, por Dom Fradique de Toledo Osório, quadro espanhol e à Planta de Adolfo Morales de Los Rios, de 1898.
Estas quatro obras magníficas serão doadas ao Museu da Cidade pelo autor e pelo seu patrocinador, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura – FAZCULTURA. Henrique Passos, através de sua obra, vem se revelando também um grande historiador e muito ainda teremos que apreciar e agradecer a este artista, que retrata com firmeza dos grandes mestres.
Francisco Senna / Historiador.
(Crítica exposição “Salvador 450 Anos – Eternamente Linda” / 1999/200)
Terreiro de Jesus, São Bento, Piedade, Barra e tantos outros recantos de Salvador, são imagens recorrentes na obra de Henrique Passos.
Hoje, mais do que nunca, voltado para homenagear sua musa inspiradora, Henrique Passos concretiza o projeto “Salvador 450 Anos – Eternamente Linda”, canto de história e romance mesclado de passado e presente, espaços sagrados e profanos apresentados por precioso poema de traços e cores do artista.
O perfeccionismo de cada detalhe, os ambientes enriquecidos por intensa luminosidade, as proporções e perspectivas, expressam a dedicação desse artista premiado, de formação acadêmica.
Com os olhos debruçados nas telas de Henrique Passos, seguramente conferimos uma Salvador Linda... Eternamente Linda.
Sônia Teresinha Sampaio / Gerente Produção Cultural FGM
(Exposição “Salvador 450 Anos – Eternamente Linda” / 1999/2000).
A pintura de Henrique Passos nos conduz a um nostálgico passeio pela Cidade do Salvador.
Sentimentos fortes como tristeza, saudade e alegria se confundem dentro de nós.
Tristeza, pelo que perdemos do nosso patrimônio cultural a exemplo do Teatro São João e da Sé Primacial.
Saudade dos bate-papos nas esquinas, dos passeios de bonde, das caminhadas pelas ruas tranqüilas do centro da cidade.
Alegria, por vermos que Salvador se modernizou, porém manteve viva sua memória.
Lançando mão dos contrastes entre luz e sombra, estas, são colocadas nos lugares certos. Acentuam o tom nostálgico sem interferir na luminosidade da sua obra.
Henrique Passos consegue transpor para seus quadros, além da luminosidade natural da nossa Cidade, a luz que paira, aquela luz interior que só os artistas são capazes de perceber.
Ana Liberato / Museóloga.
(Exposição “Salvador 450 Anos – Eternamente Linda” / 1999/2000).
•A Pintura de Henrique Passos.
Uma definição possível do gênero de pintura de Henrique Passos há de colocá-lo entre os classicistas, ou academistas, dada a sua opção pela pintura objetiva e compreensível, o que, no entanto, não exclui sua contribuição pessoal, evidente logo ao primeiro olhar.
Inteligentemente, ele se propôs a fazer uma pintura que se impusesse por si mesma, dispensando interpretação quanto à mensagem do artista, ou seja, desde cedo se afastou dos modernistas radicais, que desafiam com seu subjetivismo a nossa capacidade de interpretação, ou nosso paladar pelo jogo de cores.
Justiça seja feita: Henrique Passos nunca mudou. Jamais as prováveis experiências, tão ao gosto de outros pintores, o fizeram variar de escola. Por isso mesmo, cedo impondo, até alcançar, hoje, um espaço definitivo na trajetória da pintura baiana. Não só como autor de um já rico documentário da Bahia antiga, mas também como retratista, conquistou um lugar destacado em galerias públicas e coleções particulares. O retrato, de sua autoria, do Conselheiro Joaquim Batista Neves, existente no Instituto Histórico da Bahia, é dos que “só faltam falar”, devido à expressão de vida que ele conseguiu recriar na tela.
Natural de Muritiba, cidade do recôncavo baiano, tendo vivido infância e adolescência em Ubaitaba, sul do Estado, para vir morar em Salvador aos 14 anos de idade, esse vitorioso artista promete nova exposição em Salvador, na qual vai apresentar cerca de 20 telas dedicadas a aspectos do passado e do presente da cidade.
Neste catálogo, a antecipação de algumas das notáveis obras de arte.
Jorge Calmon
(Exposição “Novas Paisagens” / 2001).
•Paisagens urbanas.
O homem apressado que passa dirigindo seu automóvel preocupado com o trânsito e os buracos nas pistas não dispõe de tempo de olhar a paisagem da cidade. Somente o carona ou pedestre sensíveis conseguem ver e valorizar um pedaço de um espaço urbano ou mesmo rural. Um simples tronco ou a copa de uma árvore frondosa, a florzinha que se debruça sobre uma pedra, a pequena moita de capim que balança ao vagar das águas de um riacho. Este olhar sensível está presente nas obras de Henrique Passos, um paisagista que retrata a Bahia romântica como ninguém.
É capaz de vivenciar uma imagem poética nas margens da movimentada Avenida Centenário, e nos encantar com a grandiosidade do Campo Grande. Henrique Passos transporta personagens de outras épocas para as paisagens de hoje e vice-versa. Ele brinca com seus personagens e as paisagens que pinta como uma criança com suas figuras de armar. A qualidade do traço, a composição, as pinceladas ou mesmo quando usa a espátula, Henrique define, com segurança, seus personagens. É um mestre da paisagem.
Reynivaldo Brito / Jornalista e Crítico de Arte.
(Crítica Exposição “Novas Paisagens” / 2001).
Para fazer expressar a sua arte, Henrique Passos transita a difícil estrada do documentarista.
Desta opção, o que se exige é muito mais do que se pode esperar de quem use telas e pincéis tão somente ao sabor da inspiração, ou que seja um mero copista concorrente das máquinas fotográficas.
A partir de 1947, a Cidade do Salvador passou a receber photographos-itinerantes. Logo foram chegando, também, aqueles que aqui se fixaram. Gaensly, Mulock, Lindermann são alguns dos nomes que aparecem fixando aqui e ali, tipos e aspectos da cidade.
Como saber da arquitetura do Theatro São João? Como localizar o primitivo sítio em que esteve o obelisco que assinala a passagem da família real pela cidade? Como encontrar a face e a indumentária das crioulas e africanas do século XIX? Aqui e ali, algumas coleções, raras dispersas podem ajudar; é quando surge o documentarista escrupuloso e minudente. É ai que surge Henrique Passos.
Que cores dominavam na indumentária das pessoas? Como se pintou o Teatro? Onde estava, em tal ou qual época, aquele chafariz tão “itinerante” nesta cidade? E estas perguntas levam a outra: como estabelecer a fronteira entre o artista plástico somente artista e o cultor da história que, somente, a isto se dedique? A resposta quem nos dá é Henrique Passos.
Simplesmente, não há fronteiras onde há competência e dedicação. Tal como ocorre nos seus quadros.
Cid Teixeira / Historiador.
(Exposição “Novas Paisagens” / 2001)
A Cidade do Salvador, eternamente bela, tem sido registrada por seus artistas ao longo de sua história, cristalizando panoramas, detalhes e momentos que imortalizam os aspectos que melhor puderam recolher e revelar em suas diversas técnicas, linguagens e estilos.
As marinhas de Pancetti e Mendonça Filho, o casario de Alberto Valença e Rescala, os interiores de Presciliano Silva e Newton Silva, o lúdico de Carlos Bastos e Calazans Neto, os personagens de Carybé e Floriano Teixeira, as paisagens de Jayme Hora e Jenner Augusto, a vanguarda de Genaro de Carvalho e Mário Cravo Júnior e a reconstrução histórica de Diógenes Rebouças e Henrique Passos.
Sim, Henrique Passos insere-se nessa galeria das grandes expressões da pintura soteropolitana que tem, como maior fonte de inspiração, a sua cidade e o seu cotidiano. Seus recantos e monumental conjunto urbano e paisagístico.
Henrique Passos domina a sua técnica em pintura a óleo sobre tela, sendo mestre no traço, na perspectiva, no efeito de luz e sombra, no uso das cores, na escolha dos ângulos e pontos de visão. Sua pintura homenageia a Cidade do Salvador e a tem como tema central, com toda a força do seu colorido e luminosidade.
Henrique Passos tem a sensibilidade de escolher a hora certa para recolher as impressões que deseja no contraste dos seus planos. Sua pintura encanta, inebria, enaltece, desdobra-se em poesia e conquista o público, erudito ou não, com a magia da sua arte.
A MCR Galeria de Arte presenteia nossa cidade, nesse final de ano, com mais uma bela exposição, numa coletânea de 20 obras que nasceram do sonho e do talento desse notável artista... Henrique Passos.
Francisco Senna / Historiador.
(Exposição “Novas Paisagens” / 2001)
•O Artista Henrique Passos.
No começo a cerca de dez anos atrás, quando começamos a trabalhar com Henrique Passos notamos de imediato seu talento. Influenciado pelos Mestres Baianos da primeira metade do século passado, sua pintura tinha influência de pintores como Presciliano Silva, Valença e Mendonça Filho, mas ainda precisava evoluir. E evoluiu, principalmente no uso das cores, no desenho mais seguro e nos detalhes. Detalhes que fazem a diferença entre um grande artista e um bom artista. Henrique Passos é atualmente o principal pintor de paisagens, interiores e retratos da Bahia, com quadros em Coleções Particulares importantes, valorizou muito nos últimos dez anos. Seus quadros com cada vez mais detalhes e elaboração vai de encontro à pressão natural do mercado, para adquirir obras suas, o que prejudicou a obra de Grandes Mestres no passado, mas que Henrique tem conseguido superar com talento e dedicação, o que o tornará certamente um artista cada vez mais valorizado.
Salvador, 17 de novembro 2002.
Marcus Couri Ribeiro / MCR Galeria de Arte.
•Henrique Passos.
A cidade do Salvador completa 454 anos de sua fundação e, para homenageá-la, consta da programação oficial a exposição do artista plástico Henrique Passos, intitulada “Caminho da Vila Velha”. São 15 telas que retratam a velha cidade, desde o Porto da Barra, local da chegada da esquadra de Tomé de Souza em 29 de março de 1549, até o Terreiro de Jesus, importante espaço urbano do Centro Histórico de Salvador.
Ninguém melhor que Henrique Passos, nessa contemporaneidade, para retratar imagens perdidas ou preservadas da nossa eterna e querida cidade.
Suas cores, suas perspectivas, sua luminosidade, seus monumentos, seu conjunto, sua paisagem urbana. Sua obra é documental, sem perder a singular concepção artística, associada a uma excepcional técnica de pintura. Seus quadros, embora retratem a Cidade do Salvador de outrora, expressam uma extraordinária capacidade de permanência, na identificação dos seus elementos referenciais, bem como nos ângulos que são visualizados em nossa vivência quotidiana.
Parabéns Salvador, eterna musa inspiradora de grandes artistas.
Antônio Imbassahy / Prefeito de Salvador.
(Exposição “Caminho da Vila Velha” / 2003).
A documentação da paisagem urbana é onde a obra de Henrique Passos alcança maior significado.
A adequação da técnica ao tema fortalece a qualidade documental dos quadros tornando-os registros valiosos.
Ainda que possamos encontrar em outros artistas elementos arquitetônicos e paisagísticos de nossa cidade, esta vertente da obra de Henrique Passos só tem paralelo no trabalho de Diógenes Rebouças, onde a intenção de reconstrução pictórica é a razão de ser.
Se pelo foco Diógenes nos remete a aspectos mais amplos, e pela técnica, a antigos artistas vindos ao Brasil colônia, estas obras de Henrique Passos tem uma genealogia mais recente. Elas são como planos panorâmicos dos sítios que Presciliano e Newton Silva detalharam magistralmente.
Ainda assim o paralelo com Diógenes e os antigos documentaristas permanece, pois se em Pancetti, Valença, Mendonça Filho, Presciliano e Newton Silva a cidade é inspiradora, mas subsidiaria a obra, em Diógenes e Henrique a autoria está a serviço da cidade que retrata.
Para todos nós outros, sem o talento dos que tiveram nossa cidade como inspiração ou tema documental, resta a difícil obrigação de fazer com que Salvador possa continuar a merecer este privilégio.
Fernando Peixoto / Arquiteto.
(Exposição “Caminho da Vila Velha” / 2003).
É com imenso orgulho que a Camurujipe apóia o trabalho do artista plástico Henrique Passos, cuja sensibilidade e talento o permite transportar para a arte, as grandes riquezas arquitetônicas de Salvador, contribuindo assim para um registro histórico de áreas consideradas patrimônio da Bahia.
Rita Barros / Camurujipe.
(Exposição “Caminho da Vila Velha” / 2003).
Há quinze anos atuando no mercado baiano, a nossa empresa busca constantemente realizar um trabalho sério, comprometido com a divulgação e apresentação da cidade de Salvador para outras culturas e povos que aqui chegam, ansiosos por desfrutar da beleza, alegria e prazeres da capital baiana.
Assim, entendemos que não poderíamos deixar de estar presente neste projeto, que imortaliza, através da arte, trechos históricos de Salvador, de grande riqueza cultural e arquitetônica, sempre visitados e admirados por nossos clientes.
Para nós, é motivo de muito orgulho e satisfação apoiar o excelente e irretocável trabalho de Henrique Passos, que antes de tudo, nos presenteia com telas inigualáveis, detentoras de um rico teor documental, possibilitando que as gerações mais novas conheçam um pouco do “Caminho da Vila Velha”.
Victor Abdon / Visão Turismo.
(Exposição “Caminho da Vila Velha” / 2003).
•Henrique Passos restitui à “Paulicéia Desvairada” de sempre, um nostálgico realismo repleto de poesia.
Muitos são os problemas que envolvem a pintura contemporânea e Henrique Passos participa também dessas dúvidas e incertezas, mas quase por encanto, sabe transmutar o urgente chamamento numa disposição espiritual que lhe permite, em seguida, contemplar o espetáculo do mundo. Com um olhar estupefato e pleno de confiança na vida o artista quis reviver na tela a “Paulicéia Desvairada”, de Mário de Andrade.
É bom lembrar que sua obra se baseia sobre alguns pontos fundamentais da construção pictórica, tais como boa disposição das massas, um desenho preciso, a feliz introdução de valores cromáticos e, sobretudo a difusão da luz de maneira a conferir à pintura compactação, extrema unidade e, além de tudo, impressão profundamente realística.
Sua pintura exprime uma natureza clara, firme, participante, extremamente humana, de um artista sempre empenhado, mas sem concessões, em afirmar uma visão segura da realidade, uma natureza observada com um agudo gosto pela cor e pela luz.
Trata-se de um pintor lírico que procura inserir sua contemplação num grande horizonte criativo, mas também de uma robusta força realista. Suas inclinações românticas e seu temperamento nostálgico se conciliam na espontaneidade de tons equilibrados, numa sucessão de imagens onde vibram ecos de controlados sentimentos.
Através de sutis sugestões, de transparentes e fluidas sensações visuais, Henrique Passos consegue nos restituir “esse mundo passado”, esse profundo gosto pelas antigas cidades. Exatamente pela sua natureza enigmática e fruto da magia da cor, ele transmite tais emoções.
Usando uma técnica invejável, sabedoria e sensibilidade, o artista revela notável capacidade e consumada experiência. Suas cores solares nos encantam na sua magistral aplicação e cada forma, cada conformação, cada estruturalidade arquitetônica se apresentam como uma meditação que, afastando-se de todo academismo, encontra uma linguagem expressiva.
Henrique Passos, de verdadeiro protagonista, não se deixou envolver por uma fácil experimentação, mas coerente com seu credo, nos repropõe com fé imutável a sua arte, o seu modo encantador de homenagear São Paulo nos seus 450 anos de fundação.
Emanuel Von Lauenstein Massarani / Crítico de Arte e Superintendente do Patrimônio Cultural da Assembléia Legislativa de São Paulo.
(Crítica Exposição “Gloriosa São Paulo – 450 Anos” / 2004).
Ao completar seus 450 anos, a cidade de São Paulo recebe merecidas homenagens, em reconhecimento ao seu grande papel na história do Brasil. Entre os eventos dedicados à cidade, não poderia ficar sem registro a exposição “Gloriosa São Paulo”, do artista plástico Henrique Passos, que obteve o apoio cultural desta Secretaria de Cultura.
Por iniciativa própria, este baiano de Ubaitaba, que iniciou sua arte como um autodidata, consagrando-se em sua terra com um estilo e um trabalho únicos, faz um tributo artístico de alto nível a São Paulo, cidade em que já morou e pela qual demonstra – sua obra não nos deixa mentir – um profundo amor.
A “Gloriosa São Paulo” é uma viagem no tempo e na história. Com uma técnica impressionante e um senso estético encantador, o trabalho de Henrique Passos viabiliza um encontro memorável com o passado da cidade, suas formas, seu estilo e seu povo.
É uma aula de elegância, de sensibilidade e de confirmações, como a de que São Paulo é bela e única, diferente e atraente. Está de parabéns o artista ao decidir retratá-la de forma tão pura e verdadeira, ainda no berço, nascendo já esplendida. Está de parabéns São Paulo, enquanto merecedora de tanto carinho e atenção.
Cláudia Costin / Secretária da Cultura do Governo de São Paulo.
(Exposição “Gloriosa São Paulo – 450 Anos” / 2004).
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